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"LISBOA À LUZ DOS SEUS ARCANOS" | Para descarregar este texto em formato electrónico clique aqui. Necessita ter o Adobe Reader (gratuito)
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"LISBOA – MITO E MILENARISMO
Da cidade Sagrada à Metrópole Utópica"
por Jorge de Matos
(...)
Além dos humanistas renascentistas eborenses André e Garcia de Resende, do delegado corporativo lisboeta seiscentista Manuel Rodrigues de Castro, os corógrafos do séc XVIII Padre António Carvalho da Costa, António de Oliveira Freire e Frei Caetano do Vencimento nivelarem Lisboa e Roma, do ensaísta Luís Mendes de Vasconcelos comparar a capital lusíada à Roma Oriental de Constantinopla em 1608, e de os cronistas seiscentistas Luís Marinho de Azevedo, Padre Francisco de Santa Maria e Manuel Pereira Cidade em 1790 considerarem Lisboa uma Nova Roma, tal concepção encontra-se bastante nítida na alegoria que Luís Vaz de Camões manifestou n'Os Lusíadas, quanto ao desespero do deus latino Baco (representante dos valores clássico-romanos, quer pagãos, quer católicos) ao assistir ao incremento do prestígio mundial da capital portuguesa:
"Via estar todo o Céu determinado
De fazer de Lisboa a Nova Roma.
Não no pode estorvar que destinado
Está de alto poder que tudo doma"
(...)